Amanhã vou ao show da Rita Lee, aqui em Bauru. Já vi dois shows da cantora, em situações bem diferentes. Desta vez o motivo é familiar. Convidei minha mãe, ela se animou e aí virou questão de honra. Ela sai pouco de casa, acho que precisa sair mais e vamos lá. Também quero que minha filha de 8 anos conheça a Rita Lee. Paloma não é muito musical, precisa de estímulo e também é bom que não fique restrita aos acordes do "High School Musical".
Desde criança adoro a Rita Lee, mas já tive minhas decepções. A primeira foi ainda na infância. Lembram que a cantora dava cigarro para um papagaio? Eu não gostava daquilo. E usava drogas, coisa que sempre rejeitei. É meu maio preconceito: acho que todo usuário de drogas é fraco. Fiquei chocada quando soube, ainda menina, sobre as experiências de Rita com os entorpecentes. Quase não gostei mais dela. Depois percebi que não dá para ser tão radical.
Outra decepção foi aqui em Bauru, já adulta. Fui num show horrível da Rita. Ela estava muito mal - provavelmente por causa das drogas. Fiquei tão frustrada, quase chorei. Mas passou. Depois vi outro show, muito melhor, com a roqueira já recuperada.
O bom de amanhã é que ela deve cantar vários clássicos. Gente como Rita, Chico, Caetano, Gil tem que cantar os clássicos. É obrigatório.
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Para inglês ver
Ah, não!!! Essa "notícia" não vou nem ler. O príncipe Charles veio ao Brasil e sambou com mulatas. De novo? Que falta de criatividade. É literalmente o Brasil para inglês ver.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Segunda-feira
Está certo, eu dormi mal. Muito calor, criança com dor de ouvido depois do fim de semana inteiro na piscina, sonhos estranhos... Mas não é só isso. Tem alguma coisa me desanimando. Tenho consciência, não é hora disso. Mas neste exato momento não sei o que quero da vida
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Quanto mais leio sobre a história da menina grávida de gêmeos aos 9 anos mais fico espantada com a posição cruel do bispo de Recife e Olinda. Uma das frases dele pode ser comparada a de Paulo Maluf, aquele que pediu para estuprar, mas não matar. O bispo disse que aborto é pior que estupro. O bispo!!! Religiosos não aprendem a ter compaixão? Não era esse o princípio de tudo?
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É muito difícil escolher um lado no caso do menino Sean, filho de brasileira com americano, que tem a guarda disputada pelo padrasto (junto com a família da mãe morta recentemente) e pelo pai que ficou quatro anos sem vê-lo. No início da polêmica, tinha certeza que o menino precisa ficar no Brasil, com o padrasto e os avós. Ontem, no "Fantástico", até mesmo a avó disse não saber o que é melhor para a criança de 8 anos. E admitiu que o reencontro com o pai foi em clima de alegria. Que situação complicada e triste...
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Tenho implicância com o Dia da Mulher, comemorado ontem. Sei que é uma data de origem política e social. Provavelmente criada para marcar posições e conseguir avanços. Acho, no entanto, que ao longo dos anos ganhou uma conotação comercial demais. E demagógica. Jornalista que sou, não consigo escapar do tal dia. Sempre sou pautada para matérias sobre o tema. Este ano, resolvi procurar uma mulher bem pobre, bem lutadora, para que ela relatasse seu dia-a-dia. Entrevistei uma catadora de papel de quase 80 anos. E ela simplesmente nunca tinha ouvido falar no Dia da Mulher. Precisa falar mais alguma coisa?
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Quanto mais leio sobre a história da menina grávida de gêmeos aos 9 anos mais fico espantada com a posição cruel do bispo de Recife e Olinda. Uma das frases dele pode ser comparada a de Paulo Maluf, aquele que pediu para estuprar, mas não matar. O bispo disse que aborto é pior que estupro. O bispo!!! Religiosos não aprendem a ter compaixão? Não era esse o princípio de tudo?
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É muito difícil escolher um lado no caso do menino Sean, filho de brasileira com americano, que tem a guarda disputada pelo padrasto (junto com a família da mãe morta recentemente) e pelo pai que ficou quatro anos sem vê-lo. No início da polêmica, tinha certeza que o menino precisa ficar no Brasil, com o padrasto e os avós. Ontem, no "Fantástico", até mesmo a avó disse não saber o que é melhor para a criança de 8 anos. E admitiu que o reencontro com o pai foi em clima de alegria. Que situação complicada e triste...
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Tenho implicância com o Dia da Mulher, comemorado ontem. Sei que é uma data de origem política e social. Provavelmente criada para marcar posições e conseguir avanços. Acho, no entanto, que ao longo dos anos ganhou uma conotação comercial demais. E demagógica. Jornalista que sou, não consigo escapar do tal dia. Sempre sou pautada para matérias sobre o tema. Este ano, resolvi procurar uma mulher bem pobre, bem lutadora, para que ela relatasse seu dia-a-dia. Entrevistei uma catadora de papel de quase 80 anos. E ela simplesmente nunca tinha ouvido falar no Dia da Mulher. Precisa falar mais alguma coisa?
sexta-feira, 6 de março de 2009
A turmona
Estou impressionada com o sucesso que a Turma da Mônica Jovem faz entre as crianças na faixa etária de 7/8 anos. Minha base de "pesquisa" é Paloma, minha filha, e os amigos dela. Todos com fixação crescente pelas histórias dos crescidinhos Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão.
Ontem cheguei em casa com o mangá de número 7. Paloma viu por causa da transparência da sacola de plástico, pulou, pegou e em 15 minutos tinha lido tudo e queria mais.
"Por que não sai uma edição por dia?", perguntou.
Hoje conheci uma comunidade no Orkut sobre a Turma Jovem, porque vou fazer uma matéria sobre crianças que gostam de ler e escrever. A comunidade tem 13.357 membros. E é bastante ativa, com várias discussões e diversões.
Eu, adulta, não gosto muito não. Prefiro os gibis em que a turma ainda é criança e mora no lúdico bairro do Limoeiro. Mas fico intrigada com o fenômeno.
A melhor explicação que encontrei até agora é que as crianças que estão nesta idade têm muita curiosidade - e também expectativa - sobre a adolescência. Ver Mônica jovem, bonita e namorando deve satisfazer parte disso.
Só uma coisa eu não aceito: o Cascão tomou banho!!
Ontem cheguei em casa com o mangá de número 7. Paloma viu por causa da transparência da sacola de plástico, pulou, pegou e em 15 minutos tinha lido tudo e queria mais.
"Por que não sai uma edição por dia?", perguntou.
Hoje conheci uma comunidade no Orkut sobre a Turma Jovem, porque vou fazer uma matéria sobre crianças que gostam de ler e escrever. A comunidade tem 13.357 membros. E é bastante ativa, com várias discussões e diversões.
Eu, adulta, não gosto muito não. Prefiro os gibis em que a turma ainda é criança e mora no lúdico bairro do Limoeiro. Mas fico intrigada com o fenômeno.
A melhor explicação que encontrei até agora é que as crianças que estão nesta idade têm muita curiosidade - e também expectativa - sobre a adolescência. Ver Mônica jovem, bonita e namorando deve satisfazer parte disso.
Só uma coisa eu não aceito: o Cascão tomou banho!!
quarta-feira, 4 de março de 2009
Quero ser excomungada!!
A TV deu agora que a Igreja Católica excomungou todos os envolvidos no aborto da menina de 9 anos grávida de gêmeos. A gestação era considerada de alto risco pelos médicos. A menina, de Pernambuco, teria sido engravidada pelo padastro. Contou à polícia que era violentada desde os 6 anos.
Há vários anos não me considero mais católica. Não frequento missas, não sigo dogmas e não acredito em muita coisa que a igreja defende. Meus dois filhos não são batizados. Quero que cresçam e escolham se seguirão ou não alguma religião.
Hoje, no entanto, não queria ser apenas uma não-católica. Gostaria de ser excomungada, junto com a equipe médica que realizou o aborto. Porque eu acho, ao contrários das autoridades católicas, que os médicos agiram corretamente.
A criança grávida corria grande risco de vida. Aos 9 anos, não tem estrutura para parir outras crianças. Mas não é só isso. Nesta idade, ela não tem a menor noção do que é ser mãe. É vítima de uma violência física inacreditável, precisa ser protegida, ter chance de recuperar a vida de menina.
O aborto nunca é uma solução fácil e nem deve ser tratado como recurso banal nos casos de gestações indesejadas. Tanto é que legalmente só é permitido em duas situações - estupros e risco à vida da mãe. A menina pernambucana se enquadra nas duas.
Talvez um dia eu volte a ter alguma admiração pela Igreja Católica, que já privilegiou o mundo como líderes como D. Paulo Evaristo Arns. Para isso vou esperar que os chefões da igreja participem ativamente das campanhas contra a pedofilia, um tipo de violência abominável. Isto sim preciso ser banido.
Há vários anos não me considero mais católica. Não frequento missas, não sigo dogmas e não acredito em muita coisa que a igreja defende. Meus dois filhos não são batizados. Quero que cresçam e escolham se seguirão ou não alguma religião.
Hoje, no entanto, não queria ser apenas uma não-católica. Gostaria de ser excomungada, junto com a equipe médica que realizou o aborto. Porque eu acho, ao contrários das autoridades católicas, que os médicos agiram corretamente.
A criança grávida corria grande risco de vida. Aos 9 anos, não tem estrutura para parir outras crianças. Mas não é só isso. Nesta idade, ela não tem a menor noção do que é ser mãe. É vítima de uma violência física inacreditável, precisa ser protegida, ter chance de recuperar a vida de menina.
O aborto nunca é uma solução fácil e nem deve ser tratado como recurso banal nos casos de gestações indesejadas. Tanto é que legalmente só é permitido em duas situações - estupros e risco à vida da mãe. A menina pernambucana se enquadra nas duas.
Talvez um dia eu volte a ter alguma admiração pela Igreja Católica, que já privilegiou o mundo como líderes como D. Paulo Evaristo Arns. Para isso vou esperar que os chefões da igreja participem ativamente das campanhas contra a pedofilia, um tipo de violência abominável. Isto sim preciso ser banido.
terça-feira, 3 de março de 2009
O curioso caso...
Gostei muito de "O Curioso Caso de Benjamin Button". Gostei mais do que esperava. E não estou com a mínima vontade de descobrir porque gostei tanto assim. Gostei e pronto.
Ah, e chorei muito também. Eu e quase todas as pessoas que estavam no cinema.
Fui preparada para não gostar tanto assim, vejam que bobagem. Um dos motivos do meu pé atrás foi que o filme concorria a vários Oscars e não ganhou nenhum importante. Como se isso realmente significasse alguma coisa.
Outro motivo foi ouvir uma crítica desfavorável da Mônica Waldvogel, no programa "Saia Justa". O que também não deveria importar. Mônica é uma das jornalistas que admiro, verdade. No entanto, a opinião dela é dela, certo?
Enfim, o filme é comovente. Numa das cenas, então, desmoronei. Não vou contar, para não ser chata com quem ainda não viu.
P.S. - Tem uma coisa sobre esse filme muito engraçada. E muito brasileira. Li na coluna da Mônica Bergamo, da Folha. Não sei em que cidade do Brasil, as cópias piratas chegaram ao comércio ambulante quase junto com o lançamento do filme. Eram anunciadas assim pelos camelôs: Aqui, o "Curioso Caso de Brad Pitt".
Ah, e chorei muito também. Eu e quase todas as pessoas que estavam no cinema.
Fui preparada para não gostar tanto assim, vejam que bobagem. Um dos motivos do meu pé atrás foi que o filme concorria a vários Oscars e não ganhou nenhum importante. Como se isso realmente significasse alguma coisa.
Outro motivo foi ouvir uma crítica desfavorável da Mônica Waldvogel, no programa "Saia Justa". O que também não deveria importar. Mônica é uma das jornalistas que admiro, verdade. No entanto, a opinião dela é dela, certo?
Enfim, o filme é comovente. Numa das cenas, então, desmoronei. Não vou contar, para não ser chata com quem ainda não viu.
P.S. - Tem uma coisa sobre esse filme muito engraçada. E muito brasileira. Li na coluna da Mônica Bergamo, da Folha. Não sei em que cidade do Brasil, as cópias piratas chegaram ao comércio ambulante quase junto com o lançamento do filme. Eram anunciadas assim pelos camelôs: Aqui, o "Curioso Caso de Brad Pitt".
segunda-feira, 2 de março de 2009
Edson e Pelé
Muito engraçada a entrevista do Pelé para a revista Veja. Ele fala o tempo inteiro como se o Edson Arantes do Nascimento fosse uma pessoa e o Pelé outra. Deve ser um artifício para despejar, sem pudores, a total falta de modéstia. Como quem dá entrevista é o Edson, dá para elogiar o Pelé sem parar, o tempo todo. É tão engraçado que nem fica antipático.
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